terça-feira, 12 de junho de 2012

12 de Junho/2012 Dia dos Namorados na Gazeta do Povo


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segunda-feira, 11 de junho de 2012

Posto de Saúde na Borda do Campo

http://g1.globo.com/videos/parana/t/paranatv-1a-edicao/v/calendario-do-paranatv/1987197/

Criança fica mais agressiva e isolada com excesso de videogame.


Criança fica mais agressiva e isolada com excesso de videogame.

DA BBC BRASIL
Crianças que jogam até 16 horas de videogames por dia podem estar viciadas e desenvolver comportamento mais agressivo, intolerante e de isolamento da sociedade.
Os dados são de estudo da BAAM (sigla em inglês para Associação Britânica de Gerenciamento da Raiva).
Em uma pesquisa que ouviu 204 famílias do Reino Unido, a entidade ressalta os riscos do excesso da atividade e a necessidade de que os pais estabeleçam limites na relação que as crianças desenvolvem com os jogos eletrônicos.
Os pais de crianças entre 9 e 18 anos acreditam que o videogame influencie o convívio familiar e as habilidades sociais de seus filhos.
A pesquisa apurou que 46% dos pais acham que o excesso dos jogos leva a menos cooperação em casa.
"A situação mais típica que encontramos é da criança que se torna irritadiça e agressiva quando solicitada a arrumar o quarto, fazer os deveres de casa ou jantar, quando o que ela realmente quer é continuar jogando videogame", disse à BBC Brasil Mike Fisher, diretor da BAAM.
Na escola, professores se queixam de alunos com falta de concentração, sonolência, irritabilidade e dificuldades de interagir com os colegas.
Mas esses são apenas alguns dos efeitos que a obsessão pelos jogos pode causar, explica Fisher.
Estudos e exemplos práticos mostram que a continuidade do isolamento social pode levar a casos extremos como o dois dois adolescentes que mataram 12 colegas e um professor em Columbine, nos Estados Unidos, em 1999, e do norueguês Anders Breivik, que em julho do ano passado matou 69 pessoas em um ataque a uma colônia de férias.
Nos dois casos emblemáticos, os assassinos passavam mais de dez horas por dia jogando videogames violentos.
"Breivik admitiu jogar 'Call of Duty', um game de violência, por mais de 16 horas por dia, com o objetivo de treinar a coordenação necessária para atirar com eficiência", diz Fisher.
FUGA DA REALIDADE
Embora o início do interesse pelo videogame esteja relacionado a uma diversão saudável --estágio no qual muitas crianças e adolescentes permanecem e que não tem grandes efeitos nocivos--, o aumento do número de horas em frente da tela e o distanciamento do convívio social está ligado a uma fuga de questões emocionais.
"Atualmente as famílias e a escola não estão preparadas para lidar com a crescente frustração e outras dificuldades enfrentadas pelas crianças. Muitos encontram nos videogames uma realidade virtual para fugir de suas próprias emoções", diz Fisher.
Na visão da BAAM, que oferece tratamento e sessões de terapia a jovens entre 13 e 17 anos, em casos extremos a capacidade de empatia e cooperação com outros seres humanos chega a ser praticamente anulada.
Os resultados mostram que 67% das crianças jogam sozinhas, 38% com amigos e 54% em plataformas online.
Muitos adolescentes não conseguem mais se identificar com sentimentos de compaixão, solidariedade e outros aspectos de convivência em grupo, e alguns chegam a replicar as cenas de violência dos jogos na realidade, quando confrontados com desafios, ordens, pedidos ou situações em que ficam irritados com irmãos, amigos ou colegas de classe.
LIMITES
Os resultados da pesquisa britânica reforçam tais padrões psicológicos e alertam para a necessidade de os pais identificarem e tomarem atitudes.
Para Mike Fischer, as famílias precisam deixar claro às crianças e adolescentes que o desrespeito às regras da casa e o número excessivo de horas em frente à tela do videogame serão punidos.
"Achei que teríamos resultados ainda mais negativos, mas de qualquer forma são números preocupantes. Os pais precisam determinar a quantidade de horas que as crianças jogam. Muitos pais querem paz e tranquilidade, e assim a criança aprende que ao ficar irritada conseguirá o que quer", diz o diretor da BAAM, acrescentando que a entidade treina os pais a estabelecerem limites.

Pelo menos 14 municípios do Paraná estão em débito com o ensino público.


Vida e Cidadania

Segunda-feira, 11/06/2012
Ivan Amorin/ Gazeta do Povo
Ivan Amorin/ Gazeta do Povo / Enquanto as condições da única creche de Ourizona são precárias, a Escola Rocha Pombo tem até ar-condicionado: cidade não investiu os 25% determinados pela Constituição FederalEnquanto as condições da única creche de Ourizona são precárias, a Escola Rocha Pombo tem até ar-condicionado: cidade não investiu os 25% determinados pela Constituição Federal
ORÇAMENTO

Pelo menos 14 municípios do Paraná estão em débito com o ensino público.

Dados do Fundo de Desenvolvimento da Educação revelam que 95 cidades brasileiras não investiram o mínimo determinado por lei
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Publicado em 11/06/2012 | FABIULA WURMEISTER, DA SUCURSAL
Nos últimos dois anos, pelo menos 14 municípios paranaenses não investiram em educação o mínimo estabelecido pela Constituição Federal. O levantamento é do Sistema de Informações sobre Orçamentos Públicos em Educação (Siope), do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE). Até o início de junho, em todo o país, 95 prefeituras – 52 em 2010 e 43 no ano passado – constavam na lista de inadimplentes.
A Constituição determina que governos municipais e estaduais devem aplicar na manutenção e no desenvolvimento do ensino 25% ou mais dos recursos levantados por meio de tributos próprios, como o Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU) e o Imposto sobre Propriedade de Veículos Automotores (IPVA), e repasses obrigatórios do governo federal, como o salário-educação e o Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica (Fundeb).
Ivan Amorin/ Gazeta do Povo
Ivan Amorin/ Gazeta do Povo / Infiltração em parede do Centro de Educação Infantil de Ourizona: prefeitura pretende construir uma nova crecheAmpliar imagem
Infiltração em parede do Centro de Educação Infantil de Ourizona: prefeitura pretende construir uma nova creche
Equívoco
Secretária diz que erro no envio de dados baixou índice do município
Marco Martins, correspondente em Santo Antônio da Platina
Em Ibiporã, na Região Metropolitana de Londrina, o índice de 23,2% investido em educação referente ao exercício de 2011, conforme o Sistema de Informações sobre Orçamentos Públicos em Educação (Siope), deve ser alterado. De acordo com a secretária municipal de Finanças, Luzia Elizabeth Damásio Bruna, um erro na declaração das informações fez o sistema desconsiderar mais de cinco pontos porcentuais na conta entre o arrecadado e os R$ 12,7 milhões investidos. Com a alteração o índice subirá para 27,5%.
A secretária afirmou ainda que o erro só foi observado após o prazo para a apresentação dos relatórios, encerrado no dia 30 de abril. O Ministério da Educação aceitou as justificativas e os documentos apresentados e permitiu a retificação. “Neste ano foram feitas alterações no sistema de transmissão, assim como no relatório que enviamos, o que acabou colaborando para que o servidor responsável enviasse um relatório incompleto. Mas tudo já foi solucionado”, esclareceu.
“O porcentual [25%] é pequeno, mas para as crianças significa muito. Elas não podem dar a sorte ou o azar de nascer em um município onde o gestor se preocupa mais ou menos com educação. A vinculação é necessária e precisa ser cumprida.”
Cleuza Repulho, presidente da União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime).
Dê sua opinião
Como melhorar a fiscalização dos investimentos públicos nas prefeituras e garantir que a lei seja cumprida?
As cartas selecionadas serão publicadas na Coluna do Leitor.
Em 2010, 52 municípios aplicaram menos do que o determinado por lei. Naquele ano, o Rio Grande do Sul, com nove cidades, foi o estado com mais municípios em situação irregular, seguido de Paraná e de Minas Gerais, ambos com sete. Já em relação ao ano passado, 1.168 prefeituras ainda não enviaram os relatórios. Por enquanto, 43 estão em débito com a educação.
Consequências
Quando o FNDE detecta valores menores, as informações são automaticamente enviadas ao Ministério Público Federal que as encaminha à Promotoria de Justiça. “O município ou o estado tem a chance de se defender e pode ser aberto um inquérito civil público”, explica o coordenador do Siope, Paulo César Malheiros. Se comprovada a inadimplência, o município fica impossibilitado de receber recursos de convênios com a União.
Segundo Malheiros, a maioria dos inadimplentes tem questionado os critérios adotados pelo Siope sobre os gastos informados. Enquanto boa parte, baseada em entendimentos de tribunais de contas estaduais, defende a inclusão dos valores referentes aos vencimentos dos funcionários inativos no cálculo, o governo federal não considera o pagamento destas aposentadorias um investimento direto em educação.
Estas e outras divergências, aponta a presidente da União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime), Cleuza Repulho, se devem principalmente a problemas na gestão do dinheiro público. A maioria dos secretários de Educação não é o gestor pleno dos recursos para a área e sim os secretários de Finanças ou Planejamento. Dessa forma, reforça, é mais difícil ter um controle rigoroso sobre o que é aplicado. “Com isso, o grau e a importância dos recursos da educação se diluem na administração pública.”
Para ela, a inadimplência não pode ser desconsiderada, mesmo quando envolve poucos municípios. “O porcentual [25%] é pequeno, mas para as crianças significa muito. Elas não podem dar a sorte ou o azar de nascer em um município onde o gestor se preocupa mais ou menos com educação. A vinculação é necessária e precisa ser cumprida”, defende, ao lembrar que um dos reflexos da gestão não especializada é o aumento da desigualdade entre as várias regiões e municípios do país e do próprio estado.
Prefeituras prometem compensar perdas passadas
William Kayser, da Gazeta Maringá
Para não deixar de receber recursos de convênios firmados com o governo federal e os repasses, uma das sanções para as prefeituras inadimplentes, as administrações locais prometem ‘compensar’ a partir deste ano o que deixaram de aplicar em anos anteiores. Dos sete municípios que reverteram para a educação menos que o índice legal de 25% do arrecadado em 2011, três ficam no Noroeste do estado: Ourizona (23,75%), Colorado (24,58%) e Paranavaí (24,16%).
Com pouco mais de 3,3 mil habitantes, Ourizona tem duas instituições de ensino municipais: o Centro de Educação Infantil (CEI) Maria Buzinaro Savolde e a Escola Municipal Rocha Pombo. Enquanto alunos e funcionários da creche sofrem com instalações precárias, a Rocha Pombo tem ar-condicionado nas salas e ginásio poliesportivo. “Pedimos mudanças, reformas e ajustes, mas a prefeitura nos pede paciência”, diz a diretora da CEI, Regina Célia Zaninelo Vieira.
Segundo a prefeitura, o contraste entre as duas unidades de ensino não é resultado da falta de recursos, mas da otimização deles. A secretária municipal de Educação, Sônia Maria Trevisan Dalosse, explica que o governo federal repassou verbas para a construção de uma Super Creche Pró-Infância (nome dado pelo programa da União), que atenderá todas as crianças que hoje estão no centro de educação infantil. E por considerar desnecessário aplicar recursos na estrutural atual da CEI, a prefeitura decidiu não reformá-la e aguardar a transferência.
“Notificados, explicamos ao Ministério Público que os 25% não fecharam até dezembro porque estávamos em processo licitatório para construção de um anfiteatro e a ampliação da [escola] Rocha Pombo”, afirma Marcos Rocco, contador da prefeitura. “Para compensar, vamos ter aplicações maiores [na educação] nesse ano”, garante. Até o fim de abril, já haviam sido empregados R$ 488,1 mil.
Colorado
A prefeitura de Colorado também assegura estar compensando o que deveria ter aplicado em 2011. O contador municipal Caily Barcelos diz que a aquisição de uniformes escolares nesse ano cobriu o déficit anotado no ano passado. “Atingimos 25,97% já no primeiro trimestre”, afirma. Estima-se que os investimentos em melhorias e manutenção do ensino cheguem a R$ 7,8 milhões.
Já a secretária da Educação de Paranavaí, Maria Aparecida Gonçalves, se disse surpresa com os números disponibilizados pelo Siope, mas não contesta os dados. “Investimos mais de 26% no ano passado a exemplo de 2010, quando recebemos uma medalha em Florianópolis [capital catarinense] por também termos investido mais de 26%”, diz.

quarta-feira, 6 de junho de 2012

É melhor a mãe errar do que seguir um manual, diz psicanalista.


06/06/2012 - 08h01

É melhor a mãe errar do que seguir um manual, diz psicanalista.

DÉBORAH DE PAULA SOUZA
COLABORAÇÃO PARA A FOLHA

Como criar filhos saudáveis num mundo em que a tecnologia substitui o contato humano e as famílias têm novas configurações, com separações e recasamentos?
Em entrevista à Folha, o psicanalista Leopoldo Fulgêncio, 52, fala da função materna hoje à luz da teoria de Donald Winnicott (1896-1971), psicanalista inglês criador do conceito de "mãe suficientemente boa". Pai de dois filhos e um enteado, Fulgêncio leciona na PUC de Campinas, interior de São Paulo.
*
Folha -- O que significa ser uma "mãe suficientemente boa" hoje?
Leopoldo Fulgêncio -- É aquela que, ao suprir as necessidades do filho, cria a possibilidade de ele ter fé na vida, nas pessoas. A função materna sempre foi cuidar. A matriz do amor é o cuidado, não ficar dizendo que ama e dando explicações sobre como as coisas devem ser.
Herman Tacasey
Como lidar com o medo de errar?
É melhor uma mãe que erre porque está empenhada em descobrir o seu jeito de fazer as coisas do que uma que acerte por causa de um manual. Ser mãe é muito complexo e o melhor jeito de saber como agir não é com uma cartilha. A mãe deve ser incentivada a ficar em contato com seus filhos e a agir de acordo com seus próprios sentimentos.
Quais são os desafios das novas famílias?
Casais héteros ou homossexuais têm que lidar com as próprias ambiguidades para não passar os seus dilemas para os filhos. Seja qual for o problema a enfrentar, fingir que ele não existe não é a solução. Recomendo sempre a comunicação verdadeira. No caso de filhos pequenos, não faltam fábulas para ajudar a elaborar as questões das diferenças e das separações.
Qual é o impacto da tecnologia nas relações familiares?
O problema é a medida: quando a tecnologia se sobrepõe, ela mata as relações. Os pais podem usar recursos tecnológicos [como mensagem de celular] para falar com seus filhos, mas isso não substitui a presença. É atribuição dos pais regular o uso da tecnologia porque os filhos não percebem o seu alcance.
Na adolescência, estar presente pode ser mais difícil...
É preciso manter-se disponível para uma fase de intensas negociações --se vai ou não vai, a que horas sai, com quem etc. --, suportar brigas decorrentes disso e mostrar que, apesar delas, você continua ali. É normal que adolescentes se oponham aos pais. É uma questão de identidade.
E se o cuidado materno faltar ou falhar em alguma fase?
A criança será prejudicada de muitos modos. Pode perder a fé no mundo, sentir muita dificuldade para ver o outro, para se relacionar, para aprender. Pode até perder o interesse pela realidade. Em casos graves, durante a fase inicial da vida, corre o risco de desenvolver autismo --essa era uma das hipóteses de Winnicott.
A maternidade, então, tem uma função social?
Se o Brasil quer amadurecer, deve investir mais nas mães e na primeira infância. A mãe não pode fazer tudo sozinha. Precisa do apoio do pai dos filhos, da família e também de escolas, creches, licença-maternidade, enfim, de reconhecimento social.

Tristeza ou depressão? Conheça as principais diferenças.


Tristeza ou depressão? Conheça as principais diferenças.

Psiquiatra explica quando sentimentos ruins podem se tornar uma doença séria
Isabela Zamboni
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Tristeza ou depressão? Conheça as principais diferenças
Foto: Thinkstock/Getty Images
Perder um ente querido ou terminar um relacionamento pode desestabilizar nossos sentimentos e levar a uma sensação de tristeza profunda. Ao passar por essas situações difíceis, é comum confundir a tristeza passageira com a depressão, uma doença grave que pode ser causada por diversos fatores. Sentir-se triste o tempo todo, não ter vontade de trabalhar ou realizar outras atividades, se isolar e perder a vontade de viver são sintomas da depressão e devem ser tratados. O psiquiatra Dr. Cyro Masci explica as principais diferenças entre depressão e tristeza e dá dicas de como superar esse problema:
Tristeza ou depressão?
De acordo com o psiquiatra, a depressão só é diagnosticada se o sentimento de tristeza durar por muito tempo: “Esse estado é um sinal de perturbação no estado de harmonia e equilíbrio do organismo, que pode se cristalizar como uma doença ou permanecer em graus mais leves, levando a uma perda significativa na qualidade de vida”. Ele ainda revela que o estado de depressão ou tristeza não é uma fraqueza de personalidade: “Não é sinal de fraqueza nem falta de força de vontade para superar dificuldades. Ninguém fica deprimido como uma punição por ter feito ‘algo de ruim’, o que é uma interpretação errada muito comum”.
Principais causas
O médico aponta os principais fatores que podem levar à depressão:
Fatores psicológicos – Uma intensa reação à perda de uma pessoa querida;
Fatores do ambiente – Ter que enfrentar uma situação de convívio com uma pessoa muito doente ou um ambiente de trabalho muito difícil;
Fatores genéticos – Predisposição orgânica que cada pessoa traz ao nascer;
Fatores hormonais – Baixo funcionamento da tireóide ou desbalanceamento de outros hormônios;
Fatores bioquímicos cerebrais;
Sintomas da depressão
- Perda de apetite e de peso;
- Dificuldade com o sono: seja por não conseguir adormecer, ser difícil manter o sono ou ainda acordar mais cedo que o habitual com grande dificuldade em voltar a dormir;
- A energia, o interesse por sexo, a vontade e a iniciativa em realizar coisas diminuem ou desaparecem;
- A fadiga é muito comum, e podem aparecer sintomas como boca seca, náusea e constipação;
- Podem surgir dores misteriosas que parecem ir de um lugar para outro e desaparecem quando a depressão melhora;
- Evitar contatos sociais, mergulhando no isolamento;
- Sentir dificuldade em realizar as atividades do dia a dia, como tomar banho, vestir-se, comer ou trabalhar.
Cobrança extrema
As pessoas deprimidas cobram muito de si mesmas e sempre carregam pensamentos negativos. “Pessoas deprimidas tendem a atribuir erroneamente a origem de seus sucessos e fracassos. O sucesso acontece por conta do acaso ou por ações de outras pessoas, enquanto os fracassos são no geral atribuídos a si mesmos. São comuns também pensamentos de morte e morrer”, revela o psiquiatra. Ele ainda explica: “De modo geral, pessoas deprimidas são quase sempre perfeccionistas, acreditam que seu comportamento nunca é tão bom quanto gostariam que fosse. Avaliam suas ações com tal nível de exigência que tornam quase impossível alcançar suas metas”.
Dicas do Dr. Cyro
Veja 5 dicas do médico para combater a depressão e fazer com que aqueles momentos de tristeza não se tornem um problema mais sério:
1.  Lembre-se que nada dura para sempre. Pessoas otimistas acreditam que toda situação infeliz é passageira, enquanto os pessimistas explicam os acontecimentos em termos permanentes. Uma coisa é pensar “eu não consigo nunca ganhar dinheiro” e outra é conversar consigo algo como “tenho ganhado menos ultimamente” ou “estes tempos estão difíceis, mas já passei por dificuldades antes…”.
2.  Pense com isenção na culpa. Otimistas tendem a atribuir as causas de dificuldade a terceiros. O otimista,ao se deparar com dificuldades, tende a conversar consigo mesmo em termos de “esta situação foi provocada por incompetentes!”, ao contrário do pessimista, que pensaria em termos de “eu sou incompetente”.
3. Busque a solução em você. Pessimistas tendem a “não confiar no próprio taco” e a buscar a solução em outras pessoas ou outra situação, enquanto o otimista está convencido de que tem a solução dentro de si mesmo.
4. Divida por partes. Otimistas sabem que para alcançar suas metas devem subir uma escada, degrau por degrau, atingindo metas intermediárias antes de chegar ao seu objetivo. Pessimistas querem dar um único pulo e chegar lá, o que costuma paralisar as ações sem que se chegue a lugar nenhum.
5 . Não vá com a boiada. Pessoas otimistas têm autonomia, não precisam de aprovação dos outros para tudo que pretendem fazer. Pessimistas tendem a ficar se assegurando com os outros, com medo de não ser aceito pelo grupo, e com isso perdem várias oportunidades.

Consultoria: Dr. Cyro Masci – psiquiatra habilitado em Medicina Bio-Ortomolecular pela Sociedade Brasileira de Medicina Biomolecular e Radicais Livres

Corrupção nos negócios é geral, dizem executivos.


Corrupção nos negócios é geral, dizem executivos.

Pesquisa mostra que 84% dos empresários brasileiros acreditam que fraude é comum no mundo dos negócios


06/06/2012 | 00:24 | BRENO BALDRATIRSS

O executivo brasileiro tem uma péssima impressão da honestidade dentro do ambiente de negócios no Brasil. Segundo pesquisa feita pela consultoria Ernst & Young, 84% dos profissionais entrevistados acreditam que a corrupção é generalizada nas empresas brasileiras, índice superior ao registrado na América Latina (68%) e bem acima da média global (39%).
O estudo “Global Fraud Survey” é realizado a cada dois anos e na última edição entrevistou 1.750 empresários de pequeno, médio e grande porte de todo o mundo. No Brasil, foram 50 entrevistados, sendo 48 de empresas com faturamento acima de US$ 1 bilhão.
A pesquisa também mostra que os brasileiros querem mais regulamentação dos órgãos públicos do que os executivos de outros países. Aqui, 90% são a favor de maior intervenção das agências reguladoras para coibir práticas fraudulentas. A média global é de 69%.
Em comparação com a última pesquisa, aumentou no Brasil o número empresários que cometeriam um ato de corrupção para manter ou ganhar um negócio num momento de crise. Segundo a pesquisa, 12% afirmaram que pagariam propina para garantir a sobrevivência da empresa no mercado. Em 2010, eram 6%.
A explicação para o aumento do índice pode estar ligado à pressão dos acionistas e controladores por resultados, afirma José Francisco Compagno, sócio da área de investigação de fraudes da Ernst & Young. “Ao contrário dos outros países, que vivem um momento de crise, no Brasil estávamos vivendo, até pouco tempo atrás, um período contracíclico, de crescimento”, diz ele. “Nesses casos, há uma pressão de acionistas para que os executivos realizem metas de crescimento que são absolutamente agressivas.”
O resultado no Brasil é menor do que a média global (15%) e da América Latina (14%), mas bem acima do registrado nos Estados Unidos, onde apenas 3% cometeriam uma infração para salvar o negócio.
No relatório de conclusão do estudo, a consultoria questiona se a recusa em pagar propina seria um obstáculo para entrar no mercado do país, citando casos de executivos entrevistados que admitem o uso da corrupção nas negociações entre empresas fornecedoras e órgãos estatais.
Controle
De acordo com Compagno, ainda são poucas as empresas que possuem uma estrutura eficaz para combater fraudes. O estudo mostra que as ferramentas preferidas pelos executivos no Brasil são auditorias internas frequentes (94%), auditorias por agentes externos frequentes (92%), canais de denúncia (72%), monitoramento especializado de softwares e de sistemas de tecnologia da informação (72%), revisões regulares por escritórios de advocacia ou consultores externos especializados (58%).