quinta-feira, 5 de julho de 2012

Zilu diz que casamento com Zezé Di Camargo é "aberto"


Zilu diz que casamento com Zezé Di Camargo é "aberto"

AgNews
Zezé Di Camargo e a mulher Zilu na comemoração do aniversário de 49 anos do cantor (16/8/2011)
DE SÃO PAULO
A mulher do sertanejo Zezé Di Camargo, Zilu, disse para a revista "Caras" desta semana que eles vivem um "casamento aberto".

"Estamos em uma fase mais aberta do nosso casamento, tudo é novo para nós. A opinião pública não entende, mas não me preocupo com nada além do bem da minha família", disse.

Zilu mora atualmente sem o marido em Miami, onde comemorou seus 50 anos nesta semana. Zezé não estava entre os convidados.

"Estamos felizes e seguindo nossos caminhos, dessa maneira nos entendemos bem. Temos uma vida juntos e assim continuaremos, mas estou livre para viver o que quero. A essa altura, existe maturidade suficiente para dizer que não vou deixar de fazer o que sempre sonhei, que é estudar, para correr atrás de marido depois de 30 anos de casamento. Tem mulher que fica no pé 24 horas por dia e é infeliz, vive chateada. Eu, não. Amar é querer que o outro seja feliz e essa é a nossa prioridade. O Zezé está livre para ficar comigo quando quiser e eu também tenho essa liberdade".

Zezé Di Camargo

terça-feira, 3 de julho de 2012

Surras podem aumentar as chances de transtornos mentais, diz estudo.


Surras podem aumentar as chances de transtornos mentais, diz estudo.

Thinkstock
O estudo publicado em um periódico americano afirmou que as crianças que apanhavam tinham probabilidade entre 2% e 7% maior de sofrer de doenças mentais mais tarde

Em Washington
Pessoas que levaram surras na infância têm maiores chances de sofrerem de doenças mentais quando adultas, incluindo distúrbios de humor e ansiedade, além de problemas com o uso abusivo de álcool e drogas, revelaram cientistas nesta segunda-feira (2).
O estudo, liderado por pesquisadores canadenses, é o primeiro a examinar a relação entre problemas psicológicos e danos físicos, sem considerar agressões mais graves ou abuso sexual, para medir com mais eficácia os efeitos da punição física isoladamente.
Aqueles que apanhavam quando crianças tinham uma probabilidade entre 2% e 7% maior de sofrer de doenças mentais mais tarde, indicou a pesquisa na publicação americana Pediatrics, baseada em uma investigação com mais de 600 adultos dos Estados Unidos.
A taxa parece pequena, especialmente porque cerca de metade da população americana afirma ter apanhado na infância, No entanto, ela mostra que os castigos físicos podem trazer consequências futuras, dizem os especialistas.
"O estudo é importante porque sugere uma reflexão sobre a paternidade", afirma Victor Fornari, diretor da divisão de psiquiatria da criança e do adolescente do Sistema Único de Saúde Judaica de North Shore-Long Island, em Nova York.
A taxa "não é dramaticamente maior, mas é maior, o que sugere que o castigo físico é um fator de risco para o desenvolvimento de distúrbios mentais na idade adulta", disse Fornari, que não esteve envolvido no estudo.
Pesquisas anteriores já mostraram que crianças abusadas fisicamente tinham mais distúrbios mentais quando adultos, e têm mais chances de apresentar um comportamento agressivo que crianças que não apanharam.
Entretanto, esses estudos geralmente lidavam com abusos mais graves.
A pesquisa atual exclui abuso sexual e qualquer abuso físico que deixe hematomas, cicatrizes ou ferimentos.
Em vez disso, ele foca em outros castigos físicos, como empurrões, agarrões, tapas ou palmadas.
Dois a 5% dos entrevistados sofriam de depressão, ansiedade, transtorno bipolar, anorexia ou bulimia, o que pode ser atribuído aos castigos na infância.
Já 4% a 7% tinham problemas mais sérios, incluindo transtornos de personalidade, transtorno obsessivo-compulsivo (TOC) e dificuldades de raciocínio.
Os pesquisadores destacaram que o estudo não pode garantir que os castigos físicos tenham sido a causa das doenças em alguns adultos, e sim que há uma ligação entre as lembranças relacionadas a essas punições e uma maior incidência de problemas mentais.
Os participantes foram perguntados: "Quando criança, com que frequência você era empurrado, agarrado, estapeado ou levava palmadas dos seus pais ou de outro adulto que vivia na sua casa?" Os que responderam "às vezes" ou mais foram incluídos na análise.
Novas pesquisas poderão se aprofundar mais no assunto. Enquanto isso, o estudo serve para lembrar que existem outras opções para disciplinar as crianças, como o reforço positivo e a proibição de algum lazer, o que é mais aconselhado pelos pediatras.
"O fato é que metade da população (americana) apanhou no passado. Há maneiras melhores de os pais disciplinarem as crianças", disse Fornari.

segunda-feira, 2 de julho de 2012

Por que mulheres como Ivana não conseguem largar parceiros destrutivos como Max?


Por que mulheres como Ivana não conseguem largar parceiros destrutivos como Max?

TV Globo
Max (Marcello Novaes) critica a aparência e o comportamento de Ivana (Letícia Isnard) frequentemente
Heloísa Noronha
Do UOL, em São Paulo
Quem acompanha as emoções da turma do Divino em “Avenida Brasil” sabe que Max (Marcello Novaes) vem tratando Ivana (Leticia Isnard) cada vez pior. Se no início da novela o vilão inventava cansaço ou colocava remédio no copo de água da mulher para não ter de transar com ela, agora, já não disfarça sua impaciência: faz críticas pesadas, debocha de sua aparência e até já a humilhou em público. Ivana, por sua vez, até derrama umas lágrimas, mas costuma varrer o sofrimento para baixo do tapete e perdoa as mancadas de Max.
Segundo a especialista em comportamento humano Sandra Maia, autora de "Eu Faço Tudo por Você: Histórias e Relacionamentos Codependentes" (Editora Celebris), a personagem tem uma visão distorcida do amor e suporta tudo o que Max apronta por se sentir grata a ele. Afinal, Max surgiu quando ela já não tinha mais esperanças de arrumar um companheiro. "Ivana acredita que, em um casamento, a mulher tem de aguentar o temperamento do marido, que isso faz parte do que é amar. Tanto que, quando a família intervém e censura os modos de Max, ela o defende", diz.
Assim como Ivana, no mundo da não-ficção muitas mulheres simplesmente não conseguem se desvencilhar de relacionamentos destrutivos e abusivos. Tudo começa quando se envolvem com homens manipuladores e espertos, que de cara percebem seus pontos fracos. "São mulheres com baixa autoestima, inseguras, dotadas de pouco autoconhecimento e que tendem a se desqualificar. Elas depositam no parceiro todos os seus desejos e anseios de aceitação", afirma a psicóloga Sandra Samaritano, que explica ainda que, nesse tipo de relação doentia, um alimenta o vício do outro. "O homem precisa da mulher submissa porque se apoia no controle que exerce sobre ela. E ela necessita dessa manipulação para se sentir amada", diz.
A vítima que se mantém em um relacionamento abusivo traz complicações psicológicas comumente desenvolvidas na infância, ou por ter sido abusada ou por presenciar abuso emocional no ambiente familiar. "É como se a pessoa acreditasse intimamente que merece esse tipo de tratamento ruim ou que não vai conseguir nada melhor", diz a educadora e mediadora de conflitos Suely Buriasco, autora de "Mediando Conflitos no Relacionamento a Dois" (Novo Século Editora). "Em casos como o que presenciamos na novela, fica claro que a vítima acredita que não terá forças para viver sem o amor do agressor. Ela aceita a situação porque prefere viver assim a não estar mais com ele", afirma.
  • TV Globo/João Miguel Júnior
    Ivana (Letícia Isnard) mudou o visual para elevar a autoestima depois de ser humilhada pelo marido
Na maioria das vezes, o relacionamento não se desfaz porque a mulher insiste em acreditar que, com amor, carinho, complacência e tolerância, haverá uma grande transformação na personalidade do parceiro e ele passará a ser o homem ideal. É essa esperança que sustenta o ciclo vicioso de brigar, chorar, perdoar.

Para encerrá-lo, o primeiro passo é entender que isso não vai acontecer, pois dificilmente pessoas que apresentam características agressivas mudam por si só. A sugestão é que a mulher modifique suas próprias atitudes. "Mas não como a Ivana, que alterou o visual na tentativa de chamar a atenção de Max. Ela fez isso por ele, não por ela, o que só mostra o quanto vem se anulando", diz Sandra Maia.
O ideal é que a mulher analise o que a faz se sentir tão dependente nos relacionamentos, já que a tendência é que tal comportamento se repita, mesmo que o parceiro seja outro. Tentar elevar a autoestima fazendo uma lista das próprias qualidades também é um bom exercício, assim como enumerar tudo o que espera de uma relação amorosa. Ao confrontar essas informações com a realidade, a mulher será capaz de avaliar se o romance será ou não benéfico para sua vida. As especialistas recomendam ajuda profissional para os casos mais extremos, em que há dificuldade de encarar o relacionamento como ele realmente é.

Cidade-dormitório nunca mais!

NOVOS MERCADOS

Cidade-dormitório nunca mais!

Municípios vizinhos a Curitiba ganham população e se tornam polos autônomos de comércio e serviços
Publicado em 02/07/2012 | CRISTINA RIOS
Municípios vizinhos a Curitiba estão vivendo um novo boom de comércio e serviços. Em busca do apetite por compras da nova classe média e de menos concorrência, grandes redes do varejo estão investindo na abertura de lojas em cidades como Pinhais, Almirante Tamandaré, Fazenda Rio Grande e Araucária. O pleno emprego e o inchaço de Curitiba em alguns segmentos estão fazendo com que empresas reforcem investimentos em cidades da Região Metropolitana de Curitiba (RMC).
A rede de farmácias Nissei inaugurou três lojas neste ano, em Pinhais, Colombo e Araucária, e prepara-se para abrir mais duas – em Almirante Tamandaré e mais uma em Araucária – até o fim do ano. “As vendas nos demais municípios da Região Metropolitana de Curitiba crescem em média 41% mais do que em Curitiba”, diz Patricia Maeoka, conselheira executiva do grupo, que tem na RMC 26 das suas 207 lojas.
Comportamento
Mudança de perfil altera a rotina das famílias
O matemático Ednelson Queiroz Sobral, de 38 anos, e a família mudaram a rotina nos últimos três anos. Compras que eram feitas em Curitiba passaram a ser realizadas em Fazenda Rio Grande, onde moram. Uma das filhas, que tinha que se deslocar todos os dias para frequentar a escola na capital, passou a estudar no município. “Ganhamos em qualidade de vida. Antes era uma hora para ir e outra para voltar todos os dias”, lembra Sobral, que mora na RMC desde 1987. Ele, que é secretário da educação da cidade, conta que até então até o carro era emplacado em Curitiba. “Cortava cabelo, engraxava sapato em Curitiba. Hoje fazemos praticamente tudo aqui”, diz ele, que contabiliza as redes de varejo que vieram para a cidade nos últimos tempos – Casas Bahia, Ponto Frio e Magazine Luiza. “Agora a Coppel está em fase de contratação para a loja que abrirá na cidade. E as Lojas Americanas devem vir junto”, afirma. Para ele, esse movimento do varejo está sendo puxado pela chegada de novas indústrias, como a Sumitomo, fabricante de pneus que vai se instalar no município. “Ela deve contratar 3 mil pessoas e se tornar a maior empregadora de Fazenda Rio Grande, posição hoje ocupada pela prefeitura”, diz.
A auxiliar administrativa Thalita Helena Bortotti de Figueiredo, de 35 anos, mora com o marido e dois filhos em Almirante Tamandaré e diz que a vida ficou mais fácil com a chegada de redes de varejo. “Hoje só a minha sogra reclama um pouco, porque não tem uma loja de tecidos aqui”, brinca. “Melhorou porque hoje há escolas particulares, lojas de eletrodomésticos. Mas vamos para Curitiba quando queremos passear. Aqui não tem shopping, só uma galeria de lojas”, afirma. (CR)
Em Curitiba, o mercado de farmácias assistiu, nos últimos anos, à chegada de grandes grupos de fora, como a paulista Droga Raia e a gaúcha Panvel, o que ajudou a aumentar a disputa pelo cliente. “O mercado de Curitiba está consolidado, as lojas estão maduras. Nesses municípios, por outro lado, ainda prevalecem as farmácias independentes, a maioria de controle familiar”, diz Patricia.
“A Região Metropolitana de Curitiba vem recebendo novos investimentos industriais e é natural que essas cidades passem a atrair novos serviços. Aos poucos elas tendem a deixar de ser apenas cidades-dormitório”, afirma José Ivair Motta Filho, superintendente administrativo do grupo de colégios Acesso. No ano passado, o Acesso comprou um colégio em Almirante Tamandaré e esse ano inaugurou um em Fazenda Rio Grande. Os investimentos chegam a R$ 1,8 milhão. “Para 2013 estamos prospectando novas sedes. A ideia é ter até três novas unidades nos municípios da região”, afirma. Com oito colégios e 4,7 mil alunos, o grupo pretende crescer entre 10% e 15% ao ano.
A rede de supermercados Condor acaba de inaugurar, com com investimento de R$ 30 milhões, um novo supermercado em Pinhais, cidade que também já recebeu investimentos de redes como Havan, McDonald´s, Walmart e Balaroti. A rede mexicana de lojas Coppel, que tem sete lojas no Paraná – três delas na Região Metropolitana de Curitiba – inaugura em breve uma loja em Fazenda Rio Grande.
O crescimento do mercado imobiliário, puxado principalmente pelos empreendimentos do programa de habitação popular Minha Casa, Minha Vida também vem estimulando os investimentos. Redes de lojas de material de construção, como Balaroti, estão reformando e ampliando unidades. “Tínhamos uma loja de mil metros quadrados em São José dos Pinhais e a transformamos em uma área de 5 mil metros quadrados em janeiro desse ano. Fizemos o mesmo com a de Pinhais e reformaremos também a loja do Atuba para atender a demanda de Colombo”, lembra Eduardo Balarotti, diretor de marketing. Segundo ele, o investimento, em cada loja, varia de R$ 5 milhões a R$ 10 milhões.
“A diferença é que, com o desenvolvimento das cidades, a renda aumenta e a demanda vai se sofisticando, com uma procura maior por produtos de decoração, de acabamento e material elétrico. Por isso ampliamos nossas lojas, apesar da concorrência com as pequenas lojas”, diz.
Aumento da renda, emprego e população são decisivos
Crescimento populacional, baixo nível de desempre­­go e avanço do mercado imobiliário para a Região Metropolitana de Curitiba (RMC) ajudam a explicar porque esses municípios se transformaram em alvo das redes de varejo. “De maneira geral, a demografia segue a eco­­­nomia. São cidades que registraram, nos últimos anos, um adensamento econômico, passaram a receber novos moradores, parte deles da chamada nova classe média. Esse caminho é natural”, afirma Julio Suzuki, diretor de pesquisa do Instituto Paranaense de Desenvolvimento Econômico Social (Ipardes).
Fazenda Rio Grande, por exemplo, registrou crescimento de quase 30% na sua população entre 2000 e 2010. Hoje a cidade tem 81,7 mil habitantes. Piraquara cresceu 28% na mesma base de comparação, para 93,2 mil.
O movimento atinge principalmente os municípios mais próximos de Curitiba, aqueles mais integrados à capital. “A região metropolitana é muito grande, com 29 municípios. Mas esse desenvolvimento se dá no núcleo urbano central”, afirma Suzuki.
Com o preço dos imóveis inflacionado, muitas famílias estão indo morar nas cidades vizinhas, o que ajuda a criar demanda nova por serviços. Além disso, a renda média do morador da região de Curitiba é a maior entre as seis regiões metropolitanas pesquisadas pelo IBGE. Isso ocorre por três fatores – forte presença de indústrias, que pagam salários mais elevados, média de idade superior às demais e baixo nível de desemprego, de acordo com Suzuki. Mas há diferenças em relação à capital. O morador da RMC é mais jovem, tem menos escolaridade e renda menor, o que representa um potencial de crescimento para os próximos anos.
A sete quilômetros de Cu­ri­tiba, Pinhais, com 110 mil habitantes, é um bom exemplo. Nos últimos três anos re­­ce­­beu, entre outros, duas lojas Todo Dia e um Maxxi Atacado – bandeiras do grupo Walmart – além de unidades da Havan , Balaroti, Bi­go­­lin, McDonald’s, Subway e Condor. Nas próximas semanas passará a contar com uma loja da rede de varejo de eletroeletrônicos Cem e uma concessionária Globo Renault, segundo o secretário de desenvolvimento econômico, José Zeitel.
Segundo ele, a proximidade em relação a Curitiba e a existência de condomínios residenciais, como Alphaville e Pineville, atraíram moradores para a cidade. Zeitel garante que não concede incentivos fiscais para a instalação de empresas varejistas no município. “É um movimento natural. As empresas estão vindo atrás da demanda e não de incentivos”, afirma.

O comportamento dos deprimidos na internet.


Segunda-feira, 02/07/2012
 /
ARTIGO

O comportamento dos deprimidos na internet.

02/07/2012 | 00:45 | SRIRAM CHELLAPPAN E RAGHAVENDRA KOTIKALAPUDI, THE NEW YORK TIMES
De que forma você gasta o tempo on-line? Checa o e-mail compulsivamente? Assiste a um monte de vídeos? Vive pulando entre os vários aplicativos da internet, de jogos a download de arquivos e salas de bate-papo?
Nós acreditamos que seu padrão de uso de internet diz algo a seu respeito. Especificamente, nossa pesquisa sugere que ele dá dicas do seu bem-estar mental.
Num estudo a ser publicado numa edição futura da revista IEEE Technology and Society Magazine, nós e nossos colegas descobrimos que estudantes com sinais de depressão costumam usar a internet de forma diferente de quem não apresenta tais sintomas.
Em fevereiro de 2011, recrutamos 216 universitários voluntários da Universidade de Ciência e Tecnologia do Missouri. Primeiro, fizemos os participantes preencherem uma versão de um questionário chamado Escala de Depressão do Centro de Estudos Epidemiológicos, amplamente empregado para medir níveis de depressão na população em geral. A pesquisa revelou que 30% dos participantes atendiam aos critérios dos sintomas depressivos. (O número estava alinhado às estimativas nacionais segundo as quais de 10% a 40% dos estudantes universitários vivenciam tais sintomas em algum momento.)
A seguir, o departamento de tecnologia de informação da universidade nos deu os dados de uso da internet do campus dos participantes, para o mês de fevereiro. A intenção não era xeretar o que os estudantes procuravam ou para quem enviavam e-mails; meramente serviu para monitorar “como” estavam usando a internet, com dados sobre o fluxo do tráfego que a universidade costuma coletar, por exemplo, para consertar conexões de redes problemáticas
Por fim, realizamos uma análise estatística das pontuações de depressão e dos dados de uso da internet.
Houve dois grandes achados. Primeiro, identificamos várias características de emprego da internet ligadas à depressão. Trocando em miúdos, encontramos uma tendência. Em geral, quanto mais a pontuação do participante indicava depressão, mais sua utilização da internet trazia tais características. Por exemplo, “pacotes p2p”, indicando níveis elevados de troca de arquivos (como filmes e músicas).
Nossa segunda grande descoberta foi a existência de padrões de uso da internet estatisticamente elevados entre os participantes com sistemas depressivos, em comparação àqueles sem os sintomas. Isto é, encontramos indicadores: estilos de comportamento na internet que eram sinais de pessoas depressivas. Por exemplo, participantes com sintomas depressivos tendiam a um emprego bastante alto do e-mail. Talvez isso pudesse ser esperado. Uma pesquisa dos psicólogos Janet Morahan-Martin e Phyllis Schumacher demonstrou que conferir o e-mail com frequência pode estar ligado a níveis elevados de ansiedade, a qual em si tem a ver com os sintomas de depressão.
Outro exemplo: o uso da internet por deprimidos tendia a exibir alta “entropia da duração do fluxo”, o qual costuma ocorrer quando existe uma troca contínua entre aplicativos da internet, como e-mail, salas de bate-papo e jogos, podendo indicar dificuldade de concentração. Tal achado também é coerente com a literatura psicológica. De acordo com o Instituto Nacional da Saúde Mental, a dificuldade de concentração também é um sinal de sintomas depressivos entre os alunos.
Outros traços característicos de comportamento “depressivo” na internet incluem quantidades maiores de tempo assistindo a vídeos, jogando e batendo papo.
Quais as aplicações práticas dessa pesquisa? Esperamos utilizar nossas descobertas para desenvolver um aplicativo que poderia ser instalado em computadores domésticos e aparelhos móveis. Ele monitoraria o uso da internet e alertaria quando seus padrões de uso pudessem sinalizar sintomas de depressão. O programa não substituiria a função de profissionais da saúde mental, mas seria uma forma mais econômica de levar as pessoas a buscar ajuda médica de forma prematura. Ele também pode ser uma ferramenta para os pais monitorarem os padrões de uso da internet ligados ao humor dos filhos.
Sriram Chellappan é professor assistente de ciências da computação da Universidade de Ciência e Tecnologia do Missouri. Raghavendra Kotikalapudi é engenheiro desenvolvedor de software.