terça-feira, 6 de novembro de 2012

Uma aposentadoria tranquila começa cedo.


FINANÇAS PESSOAIS

Daniel Castellano/ Gazeta do Povo
Daniel Castellano/ Gazeta do Povo / Follador: contas devem incluir previdência pública e privadaFollador: contas devem incluir previdência pública e privada
FUTURO

Uma aposentadoria tranquila começa cedo.

Segundo especialistas, para garantir um futuro sem sobressaltos é preciso fazer as contas com antecipação e escolher bem os investimentos
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Publicado em 06/11/2012 | CÍNTIA JUNGES
Você já pensou com que salário quer se aposentar? A preocupação, que até pouco tempo era considerada assunto para a velhice, se tornou bastante comum entre os mais jovens. Uma das explicações está no aumento da expectativa de vida dos brasileiros, que avançou 25 anos nas últimas quatro décadas, ou seja, viver mais e, sobretudo, melhor exige planejamento e capacidade de poupar.
Segundo especialistas, planejar a aposentadoria para receber um valor compatível com as necessidades é um exercício de previsão, mas pode garantir um futuro sem sobressaltos. De acordo com o diretor-presidente do Fundo Paraná de Previdência Multipatrocinada, Renato Follador, o primeiro passo é fazer uma projeção do tamanho do salário na época da aposentadoria. Segundo ele, 80% do total são suficientes para manter o mesmo padrão de vida do final da carreira. Desses 80%, a orientação é descontar o valor que será pago pelo INSS para quem contribuiu. A diferença é o que será preciso complementar por meio de uma previdência privada ou outro investimento paracontinuar com a mesma renda. O cálculo do valor a ser pago pelo INSS pode ser feito utilizando um simulador do fator previdenciário, que define as regras da aposentadoria. Há vários disponíveis na internet.
“É importante que as pessoas lembrem que em um plano de previdência estarão dividindo parte da sua economia com a instituição que administra o fundo. Uma boa opção são os planos instituídos, que são planos de previdência oferecidos por entidades de classe.”
Humberto Veiga, consultor em investimentos.
Prepare-se
Você faz planos para a aposentadoria? Como você está se preparando para essa fase da vida?
As cartas selecionadas serão publicadas na Coluna do Leitor.
Follador explica que, por causa da política de reajuste do salário mínimo, quem for se aposentar após 2021 pela previdência social, deve considerar uma aposentadoria máxima de cinco salários mínimos (R$ 3.110). Depois de 2035, o cálculo cai para três salários mínimos (R$ 1.866). O valor máximo pago passou de 20 salários mínimos na década de 1970 para 7,5 salários na década de 2000. Atualmente o teto para aposentados pelo INSS está em 6,3 salários mínimos.
Para o consultor de investimentos Humberto Veiga, existem vários aspectos que precisam ser levados em consideração na hora de calcular o valor desejado da aposentadoria. Entre as variáveis, ele cita a variação das taxas de juros. “Se as taxas estão altas o rendimento é maior e o valor a ser poupado pode ser menor. Já as taxas de juros baixas elevam a necessidade de aumentar o volume de dinheiro para obter o mesmo rendimento”.
O consultor diz que, em muitos casos, o problema começa já na simulação, que é feita com base em taxas de juros muito elevadas. A orientação, segundo ele, é simular levando em conta a taxa real de juros, que já desconta a inflação. “Aconselho a usar uma taxa de no máximo 1,5% ao mês”, diz.
Além disso, Vieira recomenda atenção às taxas de carregamento e administração. “É importante que as pessoas lembrem que em um plano de previdência estarão dividindo parte da sua economia com a instituição que administra o fundo. Uma boa opção são os planos instituídos, que são planos de previdência oferecidos por entidades de classe. Eles têm um custo de carregamento alto (3% em média), mas a taxa de administração é baixa (0,5%).”
Variáveis
Confira alguns pontos que devem ser considerados na hora de planejar a aposentadoria.
Idade
É importante definir a idade para se aposentar levando em conta que a expectativa de vida também está maior. Aposentadoria muito precoce pode significar falta de dinheiro no futuro
Renda
Faça uma simulação do salário no momento da aposentadoria ajuda a estimar o valor necessário para manter o mesmo padrão de vida.
Tempo
Definir o tempo de contribuição é fundamental para saber quanto será preciso economizar. Quanto menos tempo até a aposentadoria, maior será o desembolso para obter o mesmo rendimento.
Sobrevida
Planejar os anos de sobrevida após a aposentadoria inclui pensar em todas as despesas e planos para o futuro, como viagens e cursos.
Cálculo
O exemplo do consultor Renato Follador mostra qual é o valor que será preciso investir (em previdência privada ou outro investimento) para complementar a renda do INSS na aposentadoria e manter o mesmo padrão de vida.
Renda hoje: R$ 2.500.
Renda futura: R$ 5.500 daqui a 20 anos, na hora da aposentadoria, aos 55 anos
Necessidade futura: 80% dos R$ 5.500 = R$ 4.400.
Renda do INSS: R$ 2.518 (calculado usando o Fator Previdenciário)
A conta: R$4.400 – R$ 2.518 = R$ 1.882 (essa é a renda complementar que a pessoa deverá buscar na previdência privada ou outros investimentos).

Ar condicionado ou janelas abertas - qual consome mais combustível?


Ar condicionado ou janelas abertas - qual consome mais combustível?

05/11/2012 15:31  - Fotos: Divulgação

Ar condicionado ou janelas abertas - qual consome mais combustível?
Estudo divulgado pelo site mexixano AutoCosmos, parceiro do MotorDream, mostra opçãomais econômica

do AutoCosmos.com/México
com exclusividade no Brasil para MotorDream
 
As mudanças climáticas deixam a Terra mais quente a cada dia. Mas à medida que aumenta o aquecimento global e o preço do combustível, surge uma pergunta: janelas abertas ou ar condicionado, o que consome mais? A resposta depende de dois fatores: a primeira tem a ver com a forma de funcionamento do compressor de ar e quanto combustível extra é preciso para mantê-lo funcionando. A segunda diz respeito à resistência do ar em relação ao veículo. Nos mais modernos a aerodinâmica oferece resistência mínima.
 
No entanto, quando um veículo tem as janelas abertas, o ar entra causando uma resistência que não existiria com os vidros levantados. Funciona como um para-quedas, com força suficiente para influenciar na redução de velocidade do carro. O motor precisa trabalhar mais para manter o ritmo.
 
Com o ar condicionado ligado
 
Segundo estudo realizado pela SAE - Society of Automotive Engineers, ou Sociedade de Engenharia Automotiva -, nos Estados Unidos, dirigir com os vidros fechados e o ar ligado é a melhor maneira de economizar combustível. No entanto, em algumas situações a opção não é a mais indicada.
 
pesquisa da SAE foi realizada no túnel de vento da General Motors. Foi usado o deslocamento de ar frontal e lateral, para simular o vento cruzado. Foram usado dois modelos no teste: um SUV equipado com um V8 de 8.1 litros e um sedã grande, também com um V8, mas de 4.6 litros. Os dois mostraram que a condução com as janelas abertas tem efeito negativo na eficiência do combustível. O sedã foi 20% menos econômico. O SUV registrou 8%. O estudo concluiu que quanto mais aerodinâmico é o modelo, maior o efeito da resistencia do ar com as janelas abertas.
 
Portanto, se for viajar a velocidades maiores e percursos mais longos, melhor usar o ar condicionado. Mas o que acontece em trechos curtos em velocidade baixa?
 
Com as janelas abertas
 
Ao dirigir em baixa velocidade é melhor desligar o ar condicionado e abaixar os vidros. É mais eficiente, já que com o carro devagar a resistência do ar tem menor influência. Conforme se acelera, aumenta a oposição do vento de forma exponencial. Por exemplo, dirigindo a uma velocidade de 112 km/h, há quatro vezes mais força do ar contra o carro do que a 56 km/h. Ou seja, com o dobro de velocidade, a resistência do ar se multiplica por quatro.
 
Não há uma regra geral para decidir quando ligar o ar condicionado ou abaixar os vidros. Especialistas, no entanto, recomendam os 64 km/h como base. A esta velocidade, o motor produz menos energia, portanto, precisa trabalhar muito mais para prover outros acessórios como o compressor de ar. Em altas velocidades, entrega energia suficiente para abastecer os outros componentes e equipamentos adicionais.
 

segunda-feira, 5 de novembro de 2012

Uma lição para o problema de casa.


 EDUCAÇÃO

Uma lição para o problema de casa

Crises familiares afetam a vida escolar dos filhos. Projetos tentam ajudar os pais por meio de experiências compartilhadas
Publicado em 05/11/2012 | MARIA GIZELE DA SILVA, DA SUCURSAL DE PONTA GROSSA
Quando o aluno tira notas baixas na escola, uma série de fatores pode estar envolvida. Um deles é a convivência familiar. A criança precisa, segundo especialistas, de estabilidade e previsibilidade no ambiente familiar. Mas os problemas, às vezes, são inevitáveis. Neste sentido, projetos têm tentado diminuir o impacto das dificuldades vividas dentro de casa que insistem em ir para a sala de aula. 
A Secretaria Municipal de Educação de Castro, nos Campos Gerais, iniciou em 2006 o projeto “Fortalecendo as relações familiares”. O programa atende perto de 40 pais e mães em três escolas municipais, sendo uma na zona rural. Os diretores das escolas convidam os pais e mães, cujos filhos enfrentam problemas de aprendizagem, para encontros quinzenais que envolvem dinâmicas de grupo e momentos de partilha de experiências pessoais. A receptividade tem sido boa entre os pais, que aproveitam para discutir problemas vividos e já superados, além de receber orientações de pedagogas e de um psicólogo, que acompanham os encontros.
Encontros servem como aprendizado
A reportagem acompanhou uma das reuniões do projeto “Fortalecendo as relações familiares”, na escola José Nery Napoli, em Castro. As 12 mães presentes fizeram a brincadeira do “casa – morador – terremoto”. Nela, duas pessoas dão as mãos para formar a casa e um terceiro se torna o morador. Quando o coordenador do encontro fala a palavra “terremoto” o trio se desfaz e cada um procura novos parceiros.
A participante Clarice Terezinha Oliveira conta que já passou por um “terremoto” quando se mudou de cidade e logo depois se separou. A colega de grupo, Neura de Fátima Almeida de Lima, viveu há dois anos o temor de perder o marido. Ele era alcoólico e quando percebeu o risco da separação lutou contra a dependência. “Hoje, tudo está melhor”, conta.
Projeto Nacional
Escola de Pais completa 50 anos em 2013
Outro projeto que também consiste na partilha de experiências é o da Escola de Pais do Brasil (EPB). No ano que vem, a iniciativa completa 50 anos no país. O programa é baseado em dez encontros de 90 minutos de duração cada um, na própria escola. Os pais e demais convidados debatem, a cada encontro, um tema diferente relacionado à educação dos filhos.
“A parte mais interessante é a troca de informações, porque muitas vezes um problema vivido por um pai na educação do filho já foi vivido e resolvido por outro pai”, afirma o coordenador da seccional de Curitiba da EPB, Milton Malanski. Para consultar se o programa existe em sua cidade, acessewww.escoladepais.org.br.
A escola tem 290 alunos do primeiro ao quinto ano do ensino fundamental. A diretora, Valdinéia Teixeira Ferreira, diz que os problemas de indisciplina são raros, mas que muitas crianças têm dificuldades de aprendizado. “O projeto é muito bom e nós incentivamos os pais a participarem porque conhecendo o pai você conhece o aluno”, afirma.
Conversa
Para especialistas, é preciso explicar aos filhos o que está acontecendo em casa, porém, dentro da capacidade de entendimento da criança ou do adolescente.Uma adversidade vivida no ambiente familiar pode ser a “gota d’água” para o estudante que já enfrenta uma defasagem de aprendizado, segundo a psicóloga e coordenadora do Núcleo de Estudos sobre Problemas de Aprendizagem da Universidade de São Paulo (USP), Edna Maria Maturano.
Ela reforça que para se manter segura a criança precisa crescer num ambiente com estabilidade e previsibilidade. “Quando os conflitos transbordam, a criança precisa de uma base segura e daí a importância de manter uma rotina em casa, com horários e regras”, acrescenta Edna. Ela lembra também que os pais devem evitar que os filhos presenciem cenas de agressão ou de discussão.
A psicopedagoga e gestora institucional de educação infantil do grupo Positivo, Rosana Pessatti, usa o exemplo da separação dos pais, que é mais comum entre as famílias, para explicar como se comportar com o filho em idade escolar. “Não adianta falar para a criança sobre a guarda compartilhada, por exemplo. Ela não vai entender. Vai passar a entender isso com a nova rotina”, afirma.
“O mais importante é mostrar para o filho que a vida conjugal acabou, mas que continua existindo um pai e uma mãe. É bom frisar que perante a criança você tem que se comportar como adulto e não usar a criança como arma para agredir o companheiro”, comenta Rosana.

sábado, 3 de novembro de 2012

CID LINHARES. A lenda do Cinema. Igual ao Cinema Paradiso.


Igual ao Cinema Paradiso.

Mudança na projeção de filmes, do rolo para o digital, provocou também uma transformação na relação das pessoas com o cinema
Henry Milleo/ Gazeta do Povo / Na profissão há 48 anos, Linhares nunca danificou um filme                                   Desde que Cid Linhares começou a trabalhar, em 1966, muita coisa mudou nas salas de projeção de cinema. Os projetores não são mais de carvão, os rolos de filme estão dando espaço para a reprodução digital, o espaço encolheu, a quantidade de pessoas envolvidas na atividade diminui e é proibido fumar em ambientes fechados. “Quem trabalha aqui é um solitário. Os melhores amigos do projecionista eram o café e o cigarro”, resume Linhares, de 61 anos.
Atualmente, ele trabalha no Cine Guarani, espaço mantido pela Fundação Cultural de Curitiba, e deve se despedir da profissão em fevereiro, quando planeja se aposentar. Parar de trabalhar, no entanto, não está nos planos: já foi convidado para supervisionar a projeção de uma rede de cinema de shopping.
Resistência
Jovem vira projecionista para unir os sistemas analógico e digital
Engana-se quem pensa que apenas senhores seguem na profissão de projecionista: há jovens atraídos pela magia do cinema. Daniel Silveira Souza, 34 anos, trabalha há 2 anos na Cinemateca Brasileira em São Paulo. “Vi na profissão uma oportunidade, uma necessidade de fazer parte de uma resistência já que está desaparecendo, mas ao mesmo tempo tentando ser uma espécie de visionário, como quem quer provar ao mundo que existe alguma cabeça que vê a co-existência dos sistemas analógico e digital.”
Responsável pelas projeções da cinemateca, Souza ministra cursos. A convite da Fundação Cultural, falou em Curitiba sobre esse período de transição, o funcionamento dos sistemas analógico e digital e discutindo o futuro da profissão. “A ideia é mostrar para projecionistas da velha guarda que bits não são perigosos quando sabemos manipulá-los e que não adianta problematizá-los quando dependemos desse conhecimento para prosseguir.” (FT)
Linhares rodou o Brasil e, mais do que as mudanças tecnológicas, também assistiu a uma transformação cultural. “A coisa mais gostosa do meu tempo de cinema era ver a pessoa ter reação, sentir o cheiro de cinema. Hoje não existe mais. Está se perdendo a essência”, diz.
Foi numa projeção, inclusive, que conheceu sua mulher. Era uma ‘matinada’ e a sala tinha um cheiro gostoso, de perfume. Em um intervalo, ele desceu, olhou para a mulher e começaram a conversar. Foi um pulo para virar um namoro e, por fim, um casamento. Os dois estão juntos há 43 anos.
Amor
Linhares se orgulha de nunca ter danificado um só rolo de filme. “Os filmes eram muito fracos e pegavam fogo”, explica. Segundo ele, o ritual da projeção é simples. Cada filme vem em cerca de cinco rolos de película fotográfica. É o operador que monta e revisa todas as produções antes de colocar no projetor e passar para o público.
Às vezes, as coisas não saíam como o esperado. Entre 1969 e 1970, época que ele chama de epidemia de faroeste, o cinema em que trabalhava tinha três projetores, que recebiam os rolos individualmente. Três passaram sem problema, mas o quarto tinha uma sequência de luta de espadas, sem qualquer relação com o filme. “Foi um griteiro no cinema. Subiu gerente para reclamar, mas a culpa não era minha. O rolo veio trocado de outro cinema, porque eles traziam de bicicleta. Era uma confusão.”
Por suas mãos passaram as projeções de clássicos do cinema, como Ben-Hur, e sucessos de bilheteria, como Ghost. O primeiro é um de seus filmes preferidos, junto com outros épicos, como Os Dez Mandamentos e O Rei dos Reis. Já o blockbuster... “Foi um saco. Ghost ficou um ano e meio passando. Eu não aguentava mais.”
Embora tenha amor pelo cinema, Linhares revela que não gosta de assistir filmes nas horas de folga. No salão então, nem pensar. “É porque se eu vejo algum defeito, comento”, conta rindo ao lembrar que isso de falar mal de filmes é uma das coisas que foi ensinado a nunca fazer.

quinta-feira, 1 de novembro de 2012

JUSTIÇA E DIREITO; Danos Morais.



Dano existencial tenta reparar tempo perdido

Bastante comum na doutrina italiana, instituto que chega agora ao Brasil visa a compensação daquilo que as pessoas deixaram de fazer ou vivenciar
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26/10/2012 | 00:08 | JOANA NEITSCH
Fazer com que alguém mude os planos de vida ou deixe de desfrutar os prazeres de uma existência gera dever de indenizar. E não estamos necessariamente falando de dano moral. Juristas brasileiros têm recorrido à doutrina italiana em busca do que está sendo chamado de dano existencial. Apesar de ainda não ser tão comum, já há julgados que fazem referência ao termo explicitamente. Outros, apesar de não citá-lo, aplicam a sanção por aquilo que seria um dano existencial.
Também chamado de “dano ao projeto de vida”, o dano existencial vai além daquilo que foi perdido no ato da lesão e se refere ao que a vítima deixa de fazer por conta dos fatos ocorridos. Este dano pode ser resultado, por exemplo, de uma limitação física ou de uma privação de tempo para se realizar alguma atividade.
Exemplos
Veja os casos em que o dano existencial pode vir a ser reconhecido:
• Perda de um familiar ou abandono parental em momento crucial do desenvolvimento da personalidade.
• Assédio sexual.
• Terror psicológico no ambiente de trabalho, no contexto escolar ou na intimidade familiar.
• Violência urbana ou rural.
• Atentados promovidos por organizações extremistas e o terrorismo de Estado.
• Prisões arbitrárias ou fruto de erro judiciário.
• Guerras civis, revoluções, golpes de Estado e conflitos armados multiétnicos e internacionais.
• Acidentes de trânsito ou de trabalho.
Fonte: Noções fundamentais sobre o dano existencial, de Hidemberg Alves da Frota
Interatividade
Qual a sua opinião sobre a aplicabilidade do dano existencial no direito brasileiro?
As cartas selecionadas serão publicadas na Coluna do Leitor do Caderno Justiça & Direito.
A autora do livro Responsabilidade Civil por Dano Existencial, a advogada Flaviana Rampazzo Soares, descreve o dano existencial como aquelas perdas que a pessoa tem no decorrer do tempo. Ela explica que o dano extrapatrimonial é um gênero que abrange variadas espécies como o dano moral, o dano psicológico e o próprio dano existencial.
O advogado especialista em Direito Civil Amaro Alves de Almeida Neto passou a ter interesse em estudar o dano existencial porque observava que, em algumas situações, havia certa dificuldade de o juiz conceder o direito à indenização para uma pessoa que tinha passado por um sofrimento que não configurava dano moral, mas que havia sido prejudicada por ter deixado de fazer algo que tinha o hábito ou que planejava fazer.
Para aqueles que consideram que dano moral e existencial são a mesma coisa, Almeida Neto resume a diferenciação. “Dano moral é essencialmente sentir. No existencial não se sente, mas se deixa de fazer alguma coisa.” Ele diz que este instituto “é a tutela da dignidade humana”, já que ninguém tem o direito de mudar a vida das pessoas ou tirar-lhes o direito de fazer algo que seja lícito. “A pessoa é dona da sua vida e da sua agenda.”
Flaviana Soares sustenta que, independentemente de se usar o termo ou não, as indenizações por dano existencial já são concedidas no Brasil, mesmo que, muitas vezes, sob a designação de dano moral. Almeida Neto ressalta que “o que não se pode fazer é deixar de indenizar uma pessoa porque não se vê o mal causado.” De acordo com ele, a importância de se diferenciar o dano existencial de outros danos imateriais seria abranger consequências que não poderiam ser levadas em contas na utilização de outro termo.
Jurisprudência
Em maio deste ano, o Tribunal Regional do Trabalho da 4ª Região julgou como procedente a indenização para uma funcionária de uma rede de supermercados por dano existencial. De acordo com o entendimento da turma, o trabalho em horas extras além do limite legal privou a apelante do convívio familiar e de outras atividades fora do trabalho. Tal rotina não teria respeitado a previsão constitucional do direito ao lazer, à convivência familiar e à dignidade humana.
Na Itália, onde o dano existencial já é bastante aplicado pela jurisprudência, um dos casos de maior repercussão é o de Daniele Barillà. Ele foi preso em 1992 por tráfico de entorpecentes e ficou na cadeia por sete anos até ser considerado inocente e a sentença revogada. A indenização total foi de 3.947.994 euros. Além dos danos morais pelo sofrimento evidente do cárcere injusto e dos danos patrimoniais pelo emprego que perdeu e toda a renda que deixou de ter no período, o dano existencial também foi ressarcido e correspondeu a 1 milhão do valor total. Os danos ao projeto de vida de Barillà incluíram o período que ele ficou sem conviver com a família e a noiva e o fato de não estar junto ao pai quando ele morreu.
A professora de Direito Civil da Universidade Positivo Glenda Gonçalves Gondim observa que, na doutrina italiana, o dano existencial tem uma justificativa maior do que na brasileira. Segundo ela, na legislação italiana os danos morais estão limitados e então é preciso ter uma abertura para dispor sobre outros tipos de danos. Já no Direito brasileiro, defende ela, as cláusulas são gerais e dão possibilidades a distintas interpretações de, por exemplo, dano moral.
Direito Comparado
Veja exemplos de casos em que o dano existencial foi reconhecido no Brasil e no mundo:
Portugal
• Supremo Tribunal de Justiça de Portugal (Processo: 04B3527, acórdão de 18 de março de 2003): Morte do pai em acidente quando a filha era recém-nascida. O dano existencial foi reconhecido pelo prejuízo à personalidade moral da criança.
• Tribunal da Relação de Guimarães (Processo: 1152/04-2, acórdão de 23 de maio de 2004): Acidente de trânsito que resultou em redução da capacidade laboral da vítima em 50%.
Corte Interamericana de Direitos Humanos
• Caso Benavides versus Peru (Dezembro de 2001): Luis Alberto Cantoral Benavides foi preso de maneira ilegal e arbitrária pela Polícia Antiterrorista do Peru. Na época da prisão, Benavides cursava biologia na universidade. Como ressarcimento, a Corte Interamericana de Direitos Humanos determinou que a República do Peru concedesse uma bolsa de estudo e o custeasse durante o período de graduação.
Brasil
• Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul (Apelação Cível nº 70046849121, 9ª Câmara Cível, acórdão de 26 setembro de 2012): Devido à imperícia e à negligência profissional em um tratamento odontológico, o tribunal concedeu à vítima não apenas o ressarcimento pelo dano material pelo investimento no tratamento, mas também pelo dano existencial. O entendimento é que foi atingida “esfera existencial da pessoa humana, causando prejuízos aos direitos de personalidade e, de forma mais ampla à tutela da pessoa humana.”
Fonte: Flaviana Rampazzo Soares e Noções fundamentais sobre o dano existencial, de Hidemberg Alves da Frota

ESPAÇOS EM BH COMEMORAM 110 ANOS DE DRUMMOND COM CINEMA, EXPOSIÇÃO E LEITURAS.

Carlos Drummond de Andrade faria 110 anos nesta quarta-feira (31); relembre frases e poemas do escritor 31/10/2012 - 17h56 | do BOL Aumentar tamanho da letra Diminuir tamanho da letra Compartilhar Imprimir Enviar por e-mail Comente Daniel Marenco/Folhapress A estátua de bronze do poeta brasileiro Carlos Drummond de Andrade na praia de Copacabana, no Rio de Janeiro (21/5/12) ESPAÇOS EM BH COMEMORAM 110 ANOS DE DRUMMOND COM CINEMA, EXPOSIÇÃO E LEITURAS.


Do BOL, em São Paulo O poeta mineiro Carlos Drummond de Andrade (1902 - 1987), considerado um dos maiores poetas da literatura brasileira, completaria 110 anos nesta quinta-feira (31).  Muitas pessoas costumam usar frases e trechos das obras de Drummond diariamente, já que o poeta ficou famoso por suas histórias sobre o cotidiano e o amor, mas diversas vezes não sabem qual a origem da citação. Relembre algumas dessas frases marcantes de Drummond e escreva nos comentários abaixo a sua frase favorita do escritor: 

"Ser feliz sem motivo é a mais autêntica forma de felicidade" 

"E agora, José? A festa acabou, a luz apagou, o povo sumiu, a noite esfriou, e agora, José? e agora, você? você que é sem nome, que zomba dos outros, você que faz versos, que ama protesta, e agora, José? Primeira estrofe do poema "José"   

"Há duas épocas na vida, infância e velhice, em que a felicidade está em uma caixa de  bombons"     

"No meio do caminho tinha uma pedra  tinha uma pedra no meio do caminho  tinha uma pedra  no meio do caminho tinha uma pedra.    Primeira estrofe do poema "No meio do Caminho"     

O amor é grande e cabe nesta janela sobre o mar. O mar é grande e cabe na cama e no colchão de amar. O amor é grande e cabe no breve espaço de beijar."     

"João amava Teresa que amava Raimundo  que amava Maria que amava Joaquim que amava Lili  que não amava ninguém.  João foi para os Estados Unidos, Teresa para o convento,  Raimundo morreu de desastre, Maria ficou para tia,  Joaquim suicidou-se e Lili casou com J. Pinto Fernandes  que não tinha entrado na história. Poema "Quadrilha"     Ninguém é igual a ninguém." 

"Todo o ser humano é um estranho ímpar" 

"Há muitas razões para duvidar e uma só para crer."      

"Por que Deus permite que as mães vão-se embora? Mãe não tem limite, é tempo sem hora, luz que não apaga quando sopra o vento e chuva desaba, veludo escondido na pele enrugada, água pura, ar puro, puro pensamento. Primeira estrofe do poema "Para Sempre"     

"As dificuldades são o aço estrutural que entra na construção do caráter"     

"O homem vangloria-se de ter imitado o voo das aves com uma complicação técnica que elas dispensam"    

Leia mais em: http://noticias.bol.uol.com.br/entretenimento/2012/10/31/carlos-drummond-de-andrade-faria-110-anos-nesta-quarta-feira-31-relembre-frases-e-poemas-do-escritor.jhtm